Originalmente postado em 1 de Dezembro de 2010
Hoje comemora-se o dia mundial da prevenção da AIDS.
AIDS é a sígla em inglês de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Acquired immune deficiency syndrome or acquired immunodeficiency syndrome), uma doença causada pela infecção pelo vírus da imunodeficiência humana ou HIV, sua sigla em inglês (human immunodeficiency virus) .
Doença chamamos a um conjunto de manifestações como infecções, doenças, tumores e outros problemas de saúde que aparecem no paciente em função da falha das defesas imunitárias que foram minadas pela ação do vírus.
Antes de chegar à doença a pessoa é apenas infectada ou portadora do vírus HIV. Nessa fase geralmente a sua saúde é normal. A ação dos antivirais é eficaz e a quantidade de HIV costuma se reduzir bastante.
Bastante, mas não totalmente. O organismo humano tem alguns “santuários” com difícil ação de qualquer medicamento, além de peculiaridades biológicas do próprio vírus que desafiam até hoje a ciência humana, que não consegue desenvolver uma vacina ou um tratamento definitivo.
Nessa situação - doença adquirida por contágio, viral, sem vacina e sem tratamento 100% eficaz - a melhor arma é a prevenção.Não se contagiar.
O contágio ocorre por relações sexuais desprotegidas. O vírus está presente na secreção vaginal, no sêmen, no sangue e outros fluídos.
O atrito das mucosas geralmente mistura várias dessas secreções e fluídos corporais.
Outros meios de contágio incluem transfusões sanguíneas (o que passou a ser menos provável por medidas enérgicas disciplinando os bancos de sangue e a hemoterapia, hoje totalmente sob o controle (eficiente, aplauda-se) do setor governamental. Mas não podemos esquecer o contágio com feridos, acidentes, acidentes profissionais, cirurgias, e outras situações em que podemos entrar em contato com o sangue de alguém contaminado pelo HIV.
O uso de drogas injetáveis, mais especificamente o compartilhamento de instrumentos para a injeção da droga, também constitui um meio altamente perigoso de contaminação. Drogas injetáveis são preparadas e injetadas com seringas e agulhas muitas vezes reutilizadas e/ou compartilhadas durante a utilização da substância preparada, entre várias pessoas. Esse uso comum contamina com sangue positivo essas agulhas e seringas que facilmente podem também servir de meio de “compartilhar” o HIV…
Alguns tipos de relações sexuais podem ser mais traumáticos para as mucosas de ambas as pessoas que se relacionam. Isso adiciona o sangue às secreções existentes no pênis, vagina e ânus.
Sexo seguro e não compartilhar seringas e agulhas são fatores decisivos para prevenir a contaminação pelo HIV.
Sexo seguro é igual preservativo, seletividade de parceiras(os), evitar promiscuidade e comportamentos perigosos. O maior exemplo é a combinação explosiva entre sexo, álcool e drogas. Nessa situação há a perda do discernimento, responsabilidade e procedimentos básicos de comportamento seguro. Esse é um ponto muito importante para todos refletirem pessoalmente…
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Aids e HIV - necessidade de informação e educação contínuas.
Originalmente postado em 13 de Outubro de 2010
Terminou no dia 10 de outubro de 2010 o XV Congresso Brasileiro de Genitoscopia e Patologia do Trato Genital Inferior. Realizado em Porto Alegre, esse congresso reuniu muitos especialistas em ginecologia, urologia, infectologia e outras especialidades envolvidas em HPV, DST, câncer de colo uterino e outras doenças relacionadas.
Embora não seja um congresso específico de DST /Aids, o binômio está sempre na ordem do dia. As doenças sexualmente transmissíveis (sigla DST) são indissociáveis e hoje sabemos que muitas facilitam a aquisição de outras e vice-versa.
O que se vê em relação ao HIV (vírus da imunodeficiência humana) cuja infecção evolui para a doença AIDS (ou SIDA, síndrome da imunodeficiência adquirida) são fatos inquietantes.
A cura por uma vacina é um luz no final de um túnel bem longo ainda, infelizmente.
E o comportamento na população vem sofrendo uma alteração. Não se fala mais em grupos de risco. As mulheres passaram a constitui um grupo de infectados muito grande e em primeiro lugar. É a chamada “feminização” da doença. Pior que isso é que voltaram a crescer os índices de contaminação entre as faixas mais jovens da população. Isso decorre do enfraquecimento das campanhas de conscientização e informação das práticas de sexo seguro. As gerações mais novas não têm sido atingidas por essa informação, pela conscientização e ensino do sexo seguro. Gerações mais novas são dadas psicologicamente ao gosto pela aventura, ao se comportar perigosamente. Faz parte de um mecanismo psicológico da evolução da adolescência para o mundo adulto. Mas isso pode ser mudado, como já se fez com algumas gerações que precederam a atual. A palavra chave é a informação.
Precisa haver um equilíbrio entre as ações de saúde e prevenção. Entre o remédio e a educação em saúde. Entre assistir quem se contaminou e está doente e entre ensinar quem está descobrindo a sexualidade agora. E isso não se faz apenas distribuindo camisinha e outras coisas.
Não há espaço para outro tipo de filosofia.
Terminou no dia 10 de outubro de 2010 o XV Congresso Brasileiro de Genitoscopia e Patologia do Trato Genital Inferior. Realizado em Porto Alegre, esse congresso reuniu muitos especialistas em ginecologia, urologia, infectologia e outras especialidades envolvidas em HPV, DST, câncer de colo uterino e outras doenças relacionadas.
Embora não seja um congresso específico de DST /Aids, o binômio está sempre na ordem do dia. As doenças sexualmente transmissíveis (sigla DST) são indissociáveis e hoje sabemos que muitas facilitam a aquisição de outras e vice-versa.
O que se vê em relação ao HIV (vírus da imunodeficiência humana) cuja infecção evolui para a doença AIDS (ou SIDA, síndrome da imunodeficiência adquirida) são fatos inquietantes.
A cura por uma vacina é um luz no final de um túnel bem longo ainda, infelizmente.
E o comportamento na população vem sofrendo uma alteração. Não se fala mais em grupos de risco. As mulheres passaram a constitui um grupo de infectados muito grande e em primeiro lugar. É a chamada “feminização” da doença. Pior que isso é que voltaram a crescer os índices de contaminação entre as faixas mais jovens da população. Isso decorre do enfraquecimento das campanhas de conscientização e informação das práticas de sexo seguro. As gerações mais novas não têm sido atingidas por essa informação, pela conscientização e ensino do sexo seguro. Gerações mais novas são dadas psicologicamente ao gosto pela aventura, ao se comportar perigosamente. Faz parte de um mecanismo psicológico da evolução da adolescência para o mundo adulto. Mas isso pode ser mudado, como já se fez com algumas gerações que precederam a atual. A palavra chave é a informação.
Precisa haver um equilíbrio entre as ações de saúde e prevenção. Entre o remédio e a educação em saúde. Entre assistir quem se contaminou e está doente e entre ensinar quem está descobrindo a sexualidade agora. E isso não se faz apenas distribuindo camisinha e outras coisas.
Não há espaço para outro tipo de filosofia.
Pílula do dia seguinte – o que você precisa saber sobre isso.
Originalmente postado em 18 de Janeiro de 2010
Existem muitos métodos anticoncepcionais em uso atualmente.
Alguns são temporários e outros são definitivos.
Os definitivos envolvem as duas cirurgias comuns com essa finalidade: a vasectomia no homem e a ligadura de trompas na mulher. São métodos de esterilização. Ambos são reversíveis, mas têm um grau importante de irreversibilidade (i.e., nem sempre se obtém sucesso na reversão deles).
Já os métodos temporários incluem o uso do preservativo ou condom (sinônimos para a popular “camisinha”) e os anticoncepcionais orais (a famosa “pílula”).
Geralmente as pílulas são tomadas diariamente fazendo com que a mulher esteja constantemente protegida contra uma gravidez indesejada e fora de hora.
Outros métodos incluem os DIUs (sigla para dispositivo intra-uterino) que literalmente exercem um papel mecânico dentro do útero e, mais modernamente liberam pequenas doses de hormônios por até vários anos impedindo que uma gravidez aconteça e se instale no útero. Os DIUS são pequenos artefatos de formas variadas mas que geralmente são duas pequenas hastes plásticas formando um “T” de poucos centímetros no comprimento e largura e que têm um fio de nylon na sua ponta inferior (haste vertical mais longa do “T”) que fica para fora no canal cervical, a “saída” do útero que fica no fundo da vagina.
Existem também métodos de depósito que podem ser aplicados debaixo da pele ou as famosas injeções que podem ser mensais ou trimestrais.
Cada método tem suas vantagens e aplicações. A anticoncepção hoje é um procedimento médico que leva em conta uma série de características pessoais, idade, necessidades, estado hormonal, situação ginecológica individual, etc. Não é uma “receita de bolo” que pode ser reproduzida por todo mundo. Isso fica fácil de entender pela grande variação dos componentes e doses das várias pílulas existentes no mercado.
Outra coisa que existe para as emergências é a anticoncepção chamada pós-coito ou de intercepção. É a famosa “pílula do dia seguinte”. Ela está indicada para evitar uma gravidez indesejada após um único coito desprotegido ou em que tenha havido um rompimento do preservativo.
Tem especial indicação nos casos de estupro.
Pode-se utilizar uma pílula especial (que contém hormônios em grandes doses, diferente da de uso diário) ou mesmo inserir um DIU.
No caso da utilização da pílula especial sua eficácia depende da sua tomada até 72 horas após a relação.
Os hormônios vão agir em diversos pontos e etapas que podem levar a uma gravidez: atingem a dinâmica dos espermatozóides e do óvulo feminino; alteram o endométrio (camada interna do útero que recebe o óvulo fertilizado); inibe a própria ovulação se essa ainda está para ocorrer e altera a função do corpo lúteo (uma região do ovário que regula hormônios próprios dessa fase).
Existem várias “pílulas do dia seguinte”. Isto é, desde produtos específicos, até esquemas envolvendo alguns dias de uso de agentes anticoncepcionais tomados em espaços mais curtos.
Quando se utilizam pílulas não especiais, por exemplo uma de uso diário, é preciso a orientação do médico que vai calcular a quantidade de cada um dos componentes, a frequencia e o tempo de uso.
A falha da pílula do dia seguinte, pode ocorrer em até 1,5% dos casos. Muitas vezes isso pode ser contornado com a monitorização de perto pelo ginecologista ( e mesmo esquemas além de uma dose única). As falhas podem inclusive se relacionar com o uso imediato da pílula numa situação em que a ovulação ainda não ocorreu (o que indica a necessidade de orientação, caso a caso, para uma situação de emergência como essa).
O uso da “pílula do dia seguinte” não pode ser uma coisa corriqueira, que se possa fazer a torto e a direito.
Em primeiro lugar porque é uma burrice: se a pessoa vai estar exposta a várias relações, regulares e com certa freqüência, deve procurar um método adequado ao seu perfil e utilizá-lo, evitando sustos.
Em segundo lugar, e até muito mais importante, é que a “pílula do dia seguinte” não é inócua. Pode ser para o seu parceiro que não vai sentir nada, mas para a mulher….
Os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte são: náuseas e vômitos, cefaléia intensa, tonturas, dor nas mamas (mastalgia) e dor abdominal.
Um outro aspecto importante e que não deve ser confundido nunca é a diferença que existe entre prevenir gravidez e prevenir doenças sexualmente transmissíveis (sigla DST).
Para a primeira já falamos bastante. Se o relacionamento sexual é constante e regular precisa de um método anticoncepcional contínuo que seja seguro para a mulher e também para o parceiro.
O preservativo deve ser encarado como uma proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis. Precisa ser utilizado do começo ao fim da relação, em todas as relações.
É uma barreira entre a mucosa do pênis e a vagina e não apenas uma barreira entre o útero e o esperma. Note que isso tem uma importância muito grande e é causa de grande confusão entre os jovens. Como método anticoncepcional ele não é dos melhores; como método preventivo contra as DSTs é o melhor que existe.
Num caso, por exemplo de estupro, do ponto de vista médico, utilizamos não apenas a “pílula do dia seguinte”, mas também medidas preventivas contra as doenças sexualmente transmissíveis. Medidas essas que são extremamente agressivas em termos de efeitos colaterais por um período de quase cinco dias.
Você pode ter isso muito bem estabelecido em seus conhecimentos, mas seus filhos podem não saber isso tão claramente.
O grande problema na informação em saúde é a contínua evolução das gerações. Sempre chega gente jovem e as lições precisam começar do “be-a-bá”. Não existe acumulação de conhecimento. Não existe “começo, meio e fim” no esclarecimento e informações de saúde. Um fato recente que mostra dolorosamente esse fato são as estatísticas que voltaram a apontar aumento da transmissão do HIV em homossexuais mais jovens, não atingidos pelas intensas campanhas vistas até há 5 ou 10 anos. Elas diminuíram, a informação escasseou e a transmissão voltou a subir.
Existem muitos métodos anticoncepcionais em uso atualmente.
Alguns são temporários e outros são definitivos.
Os definitivos envolvem as duas cirurgias comuns com essa finalidade: a vasectomia no homem e a ligadura de trompas na mulher. São métodos de esterilização. Ambos são reversíveis, mas têm um grau importante de irreversibilidade (i.e., nem sempre se obtém sucesso na reversão deles).
Já os métodos temporários incluem o uso do preservativo ou condom (sinônimos para a popular “camisinha”) e os anticoncepcionais orais (a famosa “pílula”).
Geralmente as pílulas são tomadas diariamente fazendo com que a mulher esteja constantemente protegida contra uma gravidez indesejada e fora de hora.
Outros métodos incluem os DIUs (sigla para dispositivo intra-uterino) que literalmente exercem um papel mecânico dentro do útero e, mais modernamente liberam pequenas doses de hormônios por até vários anos impedindo que uma gravidez aconteça e se instale no útero. Os DIUS são pequenos artefatos de formas variadas mas que geralmente são duas pequenas hastes plásticas formando um “T” de poucos centímetros no comprimento e largura e que têm um fio de nylon na sua ponta inferior (haste vertical mais longa do “T”) que fica para fora no canal cervical, a “saída” do útero que fica no fundo da vagina.
Existem também métodos de depósito que podem ser aplicados debaixo da pele ou as famosas injeções que podem ser mensais ou trimestrais.
Cada método tem suas vantagens e aplicações. A anticoncepção hoje é um procedimento médico que leva em conta uma série de características pessoais, idade, necessidades, estado hormonal, situação ginecológica individual, etc. Não é uma “receita de bolo” que pode ser reproduzida por todo mundo. Isso fica fácil de entender pela grande variação dos componentes e doses das várias pílulas existentes no mercado.
Outra coisa que existe para as emergências é a anticoncepção chamada pós-coito ou de intercepção. É a famosa “pílula do dia seguinte”. Ela está indicada para evitar uma gravidez indesejada após um único coito desprotegido ou em que tenha havido um rompimento do preservativo.
Tem especial indicação nos casos de estupro.
Pode-se utilizar uma pílula especial (que contém hormônios em grandes doses, diferente da de uso diário) ou mesmo inserir um DIU.
No caso da utilização da pílula especial sua eficácia depende da sua tomada até 72 horas após a relação.
Os hormônios vão agir em diversos pontos e etapas que podem levar a uma gravidez: atingem a dinâmica dos espermatozóides e do óvulo feminino; alteram o endométrio (camada interna do útero que recebe o óvulo fertilizado); inibe a própria ovulação se essa ainda está para ocorrer e altera a função do corpo lúteo (uma região do ovário que regula hormônios próprios dessa fase).
Existem várias “pílulas do dia seguinte”. Isto é, desde produtos específicos, até esquemas envolvendo alguns dias de uso de agentes anticoncepcionais tomados em espaços mais curtos.
Quando se utilizam pílulas não especiais, por exemplo uma de uso diário, é preciso a orientação do médico que vai calcular a quantidade de cada um dos componentes, a frequencia e o tempo de uso.
A falha da pílula do dia seguinte, pode ocorrer em até 1,5% dos casos. Muitas vezes isso pode ser contornado com a monitorização de perto pelo ginecologista ( e mesmo esquemas além de uma dose única). As falhas podem inclusive se relacionar com o uso imediato da pílula numa situação em que a ovulação ainda não ocorreu (o que indica a necessidade de orientação, caso a caso, para uma situação de emergência como essa).
O uso da “pílula do dia seguinte” não pode ser uma coisa corriqueira, que se possa fazer a torto e a direito.
Em primeiro lugar porque é uma burrice: se a pessoa vai estar exposta a várias relações, regulares e com certa freqüência, deve procurar um método adequado ao seu perfil e utilizá-lo, evitando sustos.
Em segundo lugar, e até muito mais importante, é que a “pílula do dia seguinte” não é inócua. Pode ser para o seu parceiro que não vai sentir nada, mas para a mulher….
Os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte são: náuseas e vômitos, cefaléia intensa, tonturas, dor nas mamas (mastalgia) e dor abdominal.
Um outro aspecto importante e que não deve ser confundido nunca é a diferença que existe entre prevenir gravidez e prevenir doenças sexualmente transmissíveis (sigla DST).
Para a primeira já falamos bastante. Se o relacionamento sexual é constante e regular precisa de um método anticoncepcional contínuo que seja seguro para a mulher e também para o parceiro.
O preservativo deve ser encarado como uma proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis. Precisa ser utilizado do começo ao fim da relação, em todas as relações.
É uma barreira entre a mucosa do pênis e a vagina e não apenas uma barreira entre o útero e o esperma. Note que isso tem uma importância muito grande e é causa de grande confusão entre os jovens. Como método anticoncepcional ele não é dos melhores; como método preventivo contra as DSTs é o melhor que existe.
Num caso, por exemplo de estupro, do ponto de vista médico, utilizamos não apenas a “pílula do dia seguinte”, mas também medidas preventivas contra as doenças sexualmente transmissíveis. Medidas essas que são extremamente agressivas em termos de efeitos colaterais por um período de quase cinco dias.
Você pode ter isso muito bem estabelecido em seus conhecimentos, mas seus filhos podem não saber isso tão claramente.
O grande problema na informação em saúde é a contínua evolução das gerações. Sempre chega gente jovem e as lições precisam começar do “be-a-bá”. Não existe acumulação de conhecimento. Não existe “começo, meio e fim” no esclarecimento e informações de saúde. Um fato recente que mostra dolorosamente esse fato são as estatísticas que voltaram a apontar aumento da transmissão do HIV em homossexuais mais jovens, não atingidos pelas intensas campanhas vistas até há 5 ou 10 anos. Elas diminuíram, a informação escasseou e a transmissão voltou a subir.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Novidades no tratamento do HIV/AIDS
Originalmente postado em 17 de Julho de 2008
Engana-se quem acha que o problema do HIV/Aids encontrou o seu “ponto de equilíbrio” e o tratamento resolveu tudo nessa área.
Primeiro existe um descompasso entre o fornecimento de informação do problema às novas gerações que vão chegando. Esse tipo de serviço, de conscientização tem que ser contínuo, pois as populações não são estáticas. Cada dia mais gente aporta à vida quase-adulta e entra na atividade sexual e também, infelizmente, em todos os outros aspectos negativos do nosso cotidiano ( drogas, etc.). Esses jovens não estavam presentes quando das bem elaboradas e fortes campanhas de conscientização a que as pessoas acima de 25 anos estiveram expostas e , assim, foram informadas.
O outro ponto é que vimos um desenvolvimento extraordinário dos medicamentos anti-retrovirais ( o HIV é um retrovírus) que permitiram o tratamento dos soro-positivos, propiciando-lhes um alargamento extraordinário na perspectiva de sobrevida, cada vez mais tempo com menos efeitos colaterias. Mais vida e menos sofrimento.
Mas esses coquetéis vem enfrentando uma parceria implacável: o tempo e a resposta natural do vírus. Quanto mais tempo passa, mais gente infectada fica tratada e o vírus vai tendo a possibilidade natural de desenvolver resistência a uma ou mais drogas que são utilizadas no seu controle. É um mecanismo biológico.
Nesse sentido existem novidades. Chegou ao Brasil o primeiro de uma nova classe de anti-retrovirais com um mecanismo de ação diferente de todos os demais em uso. Trata-se de uma medicação que impede a integração do vírus no DNA e, a partir disso, a sua replicação. Para entender bem o mecanismo de ação é como um navio (células de defesa nossas) em que se infiltram terroristas (vírus) e num dado momento tomam de assalto a ponte de comando ( DNA ) ali se “integrando” e tomando conta do barco, explodindo-o e saindo para novos ataques ( replicando-se).
O novo medicamento Ratelgravir (Isentress da Merck, MSD) impede a integração do HIV ao DNA e assim bloqueia a replicação viral. Já liberado pela ANVISA, o medicamento pode atender os casos de resistência aos demais anti-retrovirais.
Mas nem todo mundo tem feito a sua lição de casa nesse assunto !
As campanhas de prevenção perderam muito da sua força. E as próprias pessoas insistem em comportamentos inadequados com relação a essa prevençao, o que, sem dúvida, é muito pior.
Existem duas contas a pagar importantes nesse “imbroglio” todo, que não param de crescer . Uma delas é a do tratamento dessa legião de pessoas. A estimativa mais recente é de que existam 40 milhões de pessoas infectadas no mundo.
Novos quatro milhões de pessoas por ano se contaminam.
Três milhões é o número dos que morrem da doença a cada ano.
Saldo grosseiro sem se considerar outros eventos: 1 milhão de infectados/ ano a mais, a se incorporar nos 40 milhões iniciais.
Falamos aqui de um custo financeiro importante à sociedade e aos países.
Mas o que pega mesmo é a segunda conta, aquela individual de sonhos desfeitos, de expectativas que se evaporam, de talentos convertidos em doentes crônicos. De vidas que levam um tempão para se recuperar do abalo sofrido, mesmo que possam, hoje ser tratadas.
A conta de milhares de vidas anônimas que poderiam ter sido escritas de outro modo.
Para essa conta não há dinheiro que pague, nem que conserte.
Engana-se quem acha que o problema do HIV/Aids encontrou o seu “ponto de equilíbrio” e o tratamento resolveu tudo nessa área.
Primeiro existe um descompasso entre o fornecimento de informação do problema às novas gerações que vão chegando. Esse tipo de serviço, de conscientização tem que ser contínuo, pois as populações não são estáticas. Cada dia mais gente aporta à vida quase-adulta e entra na atividade sexual e também, infelizmente, em todos os outros aspectos negativos do nosso cotidiano ( drogas, etc.). Esses jovens não estavam presentes quando das bem elaboradas e fortes campanhas de conscientização a que as pessoas acima de 25 anos estiveram expostas e , assim, foram informadas.
O outro ponto é que vimos um desenvolvimento extraordinário dos medicamentos anti-retrovirais ( o HIV é um retrovírus) que permitiram o tratamento dos soro-positivos, propiciando-lhes um alargamento extraordinário na perspectiva de sobrevida, cada vez mais tempo com menos efeitos colaterias. Mais vida e menos sofrimento.
Mas esses coquetéis vem enfrentando uma parceria implacável: o tempo e a resposta natural do vírus. Quanto mais tempo passa, mais gente infectada fica tratada e o vírus vai tendo a possibilidade natural de desenvolver resistência a uma ou mais drogas que são utilizadas no seu controle. É um mecanismo biológico.
Nesse sentido existem novidades. Chegou ao Brasil o primeiro de uma nova classe de anti-retrovirais com um mecanismo de ação diferente de todos os demais em uso. Trata-se de uma medicação que impede a integração do vírus no DNA e, a partir disso, a sua replicação. Para entender bem o mecanismo de ação é como um navio (células de defesa nossas) em que se infiltram terroristas (vírus) e num dado momento tomam de assalto a ponte de comando ( DNA ) ali se “integrando” e tomando conta do barco, explodindo-o e saindo para novos ataques ( replicando-se).
O novo medicamento Ratelgravir (Isentress da Merck, MSD) impede a integração do HIV ao DNA e assim bloqueia a replicação viral. Já liberado pela ANVISA, o medicamento pode atender os casos de resistência aos demais anti-retrovirais.
Mas nem todo mundo tem feito a sua lição de casa nesse assunto !
As campanhas de prevenção perderam muito da sua força. E as próprias pessoas insistem em comportamentos inadequados com relação a essa prevençao, o que, sem dúvida, é muito pior.
Existem duas contas a pagar importantes nesse “imbroglio” todo, que não param de crescer . Uma delas é a do tratamento dessa legião de pessoas. A estimativa mais recente é de que existam 40 milhões de pessoas infectadas no mundo.
Novos quatro milhões de pessoas por ano se contaminam.
Três milhões é o número dos que morrem da doença a cada ano.
Saldo grosseiro sem se considerar outros eventos: 1 milhão de infectados/ ano a mais, a se incorporar nos 40 milhões iniciais.
Falamos aqui de um custo financeiro importante à sociedade e aos países.
Mas o que pega mesmo é a segunda conta, aquela individual de sonhos desfeitos, de expectativas que se evaporam, de talentos convertidos em doentes crônicos. De vidas que levam um tempão para se recuperar do abalo sofrido, mesmo que possam, hoje ser tratadas.
A conta de milhares de vidas anônimas que poderiam ter sido escritas de outro modo.
Para essa conta não há dinheiro que pague, nem que conserte.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Estatísticas rápidas - HIV, Hepatites B e C.
Incluidas, hoje, como doenças sexualmente transmissíveis o HIV (vírus da imunodeficiência humana) a hepatite C e hepatite B ( também causadas por vírus que infectam o fígado) apresentam alguns números muito expressivos em termos de prevalência ( pessoas portadoras da condição).
Estima-se que tenhamos no mundo hoje 32 milhões de pessoas com o HIV, 140 milhões com hepatite C e outros 370 milhões com hepatite B.
Fatos que você não pode ignorar:
1 - A hepatite A tem transmissão oro-fecal, através de alimentos & água contaminados por fezes (higiene) . Também tem transmissão sexual quando se tem contato oro-anal ou sexo oral receptivo, após penetração anal sem proteção. Tem evolução benigna mas pode se complicar em 5% dos casos.
2 - Tanto a hepatite A quanto a hepatite B têm vacinas extremamente eficazes que já constam do calendário oficial de vacinação das crianças.
3 - A hepatite C não tem vacina.
4 - As hepatites B e C podem ser agressivas e têm relação com cirrose, insuficiência hepática e tumores do fígado.
5 - A hepatite B tem um forte componete de transmissão sexual (fluídos, secreções e sangue) além de transmissão por uso de drogas injetáveis (compartilhamento de seringas, agulhas e demais instrumentos de preparo das drogas injetáveis).
6 - A hepatite C tem baixa transmissão sexual, estimada em 15 a 20%, sendo de grande transmissão por contato com sangue ( transfusões e uso de drogas injetáveis).
Originalmente postado em 29 de Maio de 2008.
Estima-se que tenhamos no mundo hoje 32 milhões de pessoas com o HIV, 140 milhões com hepatite C e outros 370 milhões com hepatite B.
Fatos que você não pode ignorar:
1 - A hepatite A tem transmissão oro-fecal, através de alimentos & água contaminados por fezes (higiene) . Também tem transmissão sexual quando se tem contato oro-anal ou sexo oral receptivo, após penetração anal sem proteção. Tem evolução benigna mas pode se complicar em 5% dos casos.
2 - Tanto a hepatite A quanto a hepatite B têm vacinas extremamente eficazes que já constam do calendário oficial de vacinação das crianças.
3 - A hepatite C não tem vacina.
4 - As hepatites B e C podem ser agressivas e têm relação com cirrose, insuficiência hepática e tumores do fígado.
5 - A hepatite B tem um forte componete de transmissão sexual (fluídos, secreções e sangue) além de transmissão por uso de drogas injetáveis (compartilhamento de seringas, agulhas e demais instrumentos de preparo das drogas injetáveis).
6 - A hepatite C tem baixa transmissão sexual, estimada em 15 a 20%, sendo de grande transmissão por contato com sangue ( transfusões e uso de drogas injetáveis).
Originalmente postado em 29 de Maio de 2008.
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